O que você precisa saber antes de comprar um aquário?

Por Rodrigo Inhaquites

Embora muitas pessoas pensem que para se tornar um aquarista basta ir a uma loja – seja uma loja especializada, ou até mesmo uma pequena agropecuária – e comprar um aquário, alguns ornamentos e peixes, saiba que essa não é a forma correta de se iniciar no hobby. Você sabia que o aquarismo se inicia antes mesmo da compra dos equipamentos? Sim! Isso mesmo, e vamos explicar tudo que você precisa saber antes de comprar o seu aquário!

Defina a Fauna

O primeiro passo para que você se torne um aquarista, e tenha sucesso na sua jornada, é a definição da fauna que você deseja ter no seu futuro aquário. Mas como assim definir a fauna? Vamos explicar… Pesquise na internet, vá até alguma loja e observe quais os peixes que mais lhe agradam, desta forma você terá uma noção de quais peixes você deseja ter. Caso você não tenha experiência, e este seja seu primeiro aquário, indicamos peixes da família dos poecilídeos que são peixes muito bonitos, de colorações variadas e muito ativos, mas atente para iniciar apenas com machos pois eles tendem a se reproduzir com muita rapidez, o que pode ocasionar uma futura superpopulação no seu aquário e isso não é nada bom para os peixinhos.

Imagem: Platy – poecilídeos

Depois de definir a fauna, você deverá iniciar seus estudos sobre a espécie do peixe escolhido para entender quais são as suas necessidades. Abaixo seguem algumas dicas para estudo:

Tamanho do aquário – Cada espécie tem uma necessidade diferente e uma litragem mínima para que seu peixinho viva melhor.

Parâmetros da água – É de extrema importância entender e ter conhecimento dos parâmetros da água indicada para seu peixe. A família dos poecilídeos, por exemplo, vive melhor em água com PH alcalino em torno te 7.4. Caso eles sejam colocados em água ácida, isso prejudicará o desenvolvimento dos peixes e os eles não terão uma vida saudável, podendo inclusive viver bem menos que outros em ambiente ideal.

Vivem melhor em cardume – Alguns peixes quando ficam sozinhos no aquário ficam estressados, até mesmo tristes, pois na natureza costumam viver em cardumes; esse é o caso dos peixes Neons, que vivem melhor em cardumes com pelo menos 8 indivíduos. Mas lembre-se que um cardume requer certo espaço em litros para uma vida melhor e mais saudável.

Imagem: Peixe Neon

Temperatura ideal – Um dos componentes mais importantes do aquário é o aquecedor, pois ele é o responsável pela estabilidade da temperatura da água. Embora muitas pessoas que moram em locais de temperatura mais elevada (acima de 30°C) achem que não será preciso introduzi-lo no aquário, basta que essa temperatura caia apenas um dia para que seus peixes sintam na pele as consequências. Quanto menor o seu aquário, mais rápida é a queda da temperatura da água contida nele.

Plantas – Algumas espécies de peixes vivem melhor em meio a plantas. Peixes como os Neons adoram nadar entre as plantas, assim como os peixes da família dos poecilídeos que em época de procriação utilizam as plantas como abrigo natural para os alevinos.

Tipo de Alimentação – É muito importante que os peixes recebam uma alimentação variada, o que pode ser feito oferecendo diferentes tipos de rações ao longo da semana, mas deve-se atentar para seguir corretamente a indicação da quantidade por espécie conforme o fabricante para evitar desperdícios e acúmulo de resíduos no fundo do aquário. Uma boa sugestão é oferecer pequenas porções de alimento, aguardando até que os peixes comam tudo, e repetir este processo 3 ou 4 vezes até que se perceba que eles já estejam satisfeitos. Além disso, os peixes também costumam gostar de alimentos vivos como artêmias, fonte riquíssima de nutrientes principalmente para alevinos em fase de crescimento.

Imagem: Artêmia Salina

Localização do aquário

É muito importante que seu aquário fique localizado em um ambiente onde não haja incidência direta de raios solares. Caso você coloque seu aquário em frente a uma janela, isso poderá ocasionar sérios problemas com proliferação de algas, pois elas se multiplicam com uma velocidade muito grande, e antes que você perceba sua água já estará verde, assim como o cascalho e vidros poderão estar tomados por limo, tornando um trabalho árduo se livrar dele! Veja aqui um artigo bem legal sobre as algas.

Peso do aquário

Um aquário é composto por vidro, água, filtro, luminária, cascalho, peixes, adereços e móvel de sustentação; com tudo isso é muito fácil que um aquário com capacidade de 100L possa pesar aproximadamente 200 quilos. Neste caso, é de extrema importância atentar para a resistência do piso da sua residência para que não ocorram futuros problemas. Em casas com piso de madeira deve-se atentar para a resistência do assoalho, e lembre-se que qualquer acidente com um aquário pode causar sérios ferimentos – então não corra riscos desnecessários.

Onde devo comprar o aquário?

Por falta de conhecimento e experiência no assunto, muitos aspirantes a aquaristas acabam caindo em armadilhas no momento da compra de seus primeiros aquários. Em cidades pequenas normalmente as pessoas compram seus equipamentos em pequenas agropecuárias, por entenderem que esses comércios são referência no mercado, mas isso pode tornar-se um problema para quem está iniciando no hobby, pois essas pequenas agropecuárias geralmente não têm uma variedade de equipamentos e tampouco funcionários especializados na área para lhe fornecer informações corretas. Alguns, agindo de má fé e percebendo que o cliente é iniciante no hobby, tentarão induzir todo tipo de bugigangas para aumentar seus ganhos.

Comprar o vidro do aquário em uma loja não especializada é um tiro no escuro; aquários têm espessuras corretas de vidro e, caso estas não sejam respeitadas, o aquário estoura! Portanto compre acessórios de aquário em lojas de aquarismo. Lojas especializadas possuem vendedores especializados, eles irão fornecer informações muito importantes, orientações corretas sobre o uso de produtos e acessórios para o seu aquário. Hoje temos uma forte aliada que são as compras pela internet, provendo uma maior variedade de artigos e facilitando na hora do pagamento. No entanto, sugerimos que seja feito um mix na hora das compras: sempre compre vidro, peixes e plantas em lojas especializadas, e os acessórios podem ser comprados na loja online que mais lhe agrada ou inspira segurança.

O que comprar para o primeiro aquário?

Depois de definir a fauna você precisará iniciar as compras do aquário e seus acessórios, e aqui vai uma lista para que você tenha noção do que vai precisar:

Vidro – A espessura do vidro pode variar conforme a altura e comprimento do aquário. Para iniciantes recomendamos aquários com pelo menos 50L, pois quanto maior o volume de água, mais fácil será de manter a estabilidade do aquário. Ao contrário do que se pensa, aquários com baixo volume de água (20 ou 30L) são mais suscetíveis a mudanças bruscas de temperatura e parâmetros da água.

Imagem: Vidro do aquário

Filtro – É de extrema importância que seu filtro efetue as filtragens mecânica, biológica e química, e que tenha uma vazão de 4 a 10 vezes a litragem do aquário para obter uma melhor qualidade da água.

Imagem: Filtro Hang On

Aquecedor – Dê preferência por aquecedores que venham com termostato incorporado, pois desta forma você regulará a temperatura e o termostato será acionado automaticamente assim que a temperatura baixar.

Imagem: Aquecedor

Luminária – Em aquários que contenham apenas adereços artificiais a luminária serve muito mais para os olhos do aquarista do que para os peixes, os quais na natureza se abrigam da luz para não ficarem expostos aos predadores. Assim sendo, não há necessidade de compra daquela luminária top de linha. Já para os aquários plantados, a luminária é vital e deve-se adquirir uma de boa qualidade, possibilitando às plantas efetuarem a fotossíntese.

Imagem: Luminária calha para plantas artificiais
Imagem: Luminária para aquários plantados

Cascalho – Embora haja atualmente no mercado uma variedade em tamanho e cores, dê preferência a cascalho de rio e sempre de uma granularidade entre 1 a 2mm. Às vezes nos comércios não especializados, o vendedor tentar vender um cascalho rosa, azul ou verde limão… Lembre-se que na natureza isso não existe e também não sabemos de que forma estes “cascalhos” são pigmentados, o que pode ocasionar uma futura dor de cabeça ao aquarista, então melhor evitar. Também é importante lembrar que alguns peixes, como os cascudos, adoram revirar o cascalho a procura de alimento e podem se machucar caso a granularidade seja um pouco maior.

Imagem: Cascalho do rio

Adereços – O aquário possibilita a criação de um mini-mundo, o que torna o hobby tão atrativo para tantas pessoas. Isso ocorre porque pode ser ornado com vários tipos de adereços a gosto do dono. Há quem prefira troncos, raízes, rochas, e também há quem goste de bonequinhos e/ou barquinhos naufragados de resina… a criatividade não tem fim! Só não esqueça que os peixes também precisam de espaço para nadar livremente.

Imagem: Adorno em resina
Imagem: Adorno em resina

Móvel – Caso você já possua um móvel com resistência adequada para colocar sob o aquário, aproveite sem medo; mas caso você não o tenha, nas lojas de aquário é possível comprar sozinho ou em conjunto com o vidro. Você também pode encomendar uma bancada de metalon, que é uma liga metálica de ótima resistência, e colocar um tampo de madeira, de granito, enfim todas as alternativas ficam muito bonitas! Para aqueles mais descolados, uma dica são os antigos pés de máquina de costura bem antigas (da vovó), que eram feitos de ferro fundido; além de oferecer uma ótima resistência dão um belo visual, e são facilmente encontrados à venda por valores bem justos.

Imagem: Sugestão de móvel
Imagem: Sugestão de móvel
Imagem: Sugestão de móvel

Condicionador de água – É de extrema importância o uso de condicionador de água no momento em que enchemos o aquário, bem como nas TPAs (trocas parciais de água), pois é ele que tornará a água habitável retirando da água elementos como cloro, cloramina e metais pesados que são muito prejudiciais aos peixes. Portanto jamais se esqueça dele.

Imagem: Condicionador de água

Tamponadores – Por vezes precisamos usar tamponadores para que a nossa água alcance o PH desejado, mais ácida ou mais alcalina. Existem vários artifícios que podem ser utilizados nesse processo como troncos que acidificam a água, algumas rochas que alcalinizam, etc, mas caso você não disponha desses materiais, existem os tamponadores que fazem o trabalho a um custo bem baixo. É importante atentar que, caso você já possua habitantes no seu aquário, o uso deve ser moderado, pois a mudança brusca dos parâmetros é prejudicial aos peixes. Então caso você tenha, por exemplo, um PH de 7.2 e deseja alcançar PH 6.3, vá com calma! Aplique o suficiente para baixar no máximo 0.2 na escala por dia para não ter problemas.

Imagem: Tamponador de água ácido
Imagem: Tamponador de água alcalino

Testes – Os testes mais importantes no início serão PH e Amômia Tóxica, eles lhe ajudarão a controlar e medir os parâmetros da água para a chegada dos habitantes.

Imagens: Testes PH e Amônia Tóxica

Peixes – Os peixes são o ápice do aquário, mas eles não devem ser inseridos até que o conjunto todo esteja em pleno funcionamento e com as condições ideais para recebê-los. Relembrando o que explicamos no início deste artigo, você deverá estudar as necessidades do peixe, colocar o aquário em funcionamento, acompanhando através dos testes a qualidade da água, e observar a etapa final de colonização das bactérias benéficas ao ecossistema da fauna escolhida – conhecida como ciclagem – tudo isso antes de finalmente introduzir os peixes no aquário.

Hoje em dia temos no mercado os aceleradores biológicos, produtos que introduzem no aquário milhões de bactérias benéficas responsáveis por transformar toda a amônia gerada a partir de matéria orgânica (excrementos, sobras de alimentos depositados no fundo do aquário) em nitrito, e posteriormente em nitrato, os quais serão retirados nas TPAs. Usando um acelerador biológico nas proporções indicadas pelo fabricante, os peixes podem ser inseridos após 3 dias, antes disso é arriscado.

Imagem: Acelerador biológico

Existe outra opção? Sim, a ciclagem sem uso de aceleradores, que dura em média 21 dias para que as bactérias benéficas sejam colonizadas naturalmente no seu aquário; inclusive alguns aquaristas chegam a esperar um período de até 3 meses para garantir a estabilidade do sistema. Então, se você não sofre de ansiedade, pode esperar o ciclo natural e lembre-se de não colocar nada no aquário neste período: não coloque alimento, não coloque peixe morto, não coloque carne, não coloque seu primo chato (rsrsrs), NADA. Mas caso você seja apressado, utilize um acelerador biológico, como o da marca Seachem, que é um laboratório de renome internacional.

A compra correta

Lembre-se de que, quando você estuda as necessidades dos peixes desejados e efetua a compra de equipamentos bem dimensionados, evitará gastos desnecessários e certamente terá uma maior chance de atingir sucesso em sua empreitada. O aquário bem dimensionado não lhe dará problemas, equipamentos de filtragem corretos tornarão sua água cristalina, seus peixes viverão com um visual incrível, ativos, e o mais importante saudáveis.

Estigma

Quando adquirimos um equipamento bem dimensionado para o tipo de fauna que desejamos, temos uma maior chance de atingir o sucesso, derrubando a estigma de que o aquarismo é um hobby difícil e caro, sendo que o que torna – não somente o aquarismo, mas qualquer outro hobby – caro são as escolhas erradas feitas por impulso. Um aquário é fácil de manter, sua manutenção semanal leva em torno de 1h e alimentar os peixes em torno de 5 minutos; um pote de ração para peixes dura pelo menos 5 meses, e caso você precise viajar existem rações específicas que podem ser colocadas no aquário, liberando a comida aos poucos por alguns dias, sem falar nos alimentadores automáticos.

O aquarismo é para todos, independente de idade ou poder aquisitivo, bastando apenas querer e se dedicar.

Gostou do artigo? Deixe seu comentário, ou dúvida, e compartilhe nosso conteúdo.

Problemas com algas?

Por Rodrigo Inhaquites

As algas são verdadeiras pedras no sapato dos aquaristas. Isso acontece porque elas aparecem nas pedras e até mesmo no vidro, sendo popularmente chamadas de limo, e conferindo ao aquário muitas vezes uma aparência bastante desagradável.

Além do limo nas pedras e vidros, já citado, existem algumas algas que nascem em forma de tufos, as quais são chamadas de algas petecas, e existem também as algas filamentosas que parecem fios de linha muito finos.

O que é comum a todas elas, é que aparecem devido ao excesso de nutrientes presentes na água. Alguns dos motivos mais comuns são a alimentação em excesso, a superlotação de peixes e/ou peixes grandes demais no aquário, no qual nosso sistema de filtragem da água não está dando conta do recado e/ou não estamos efetuando a troca dos refis no tempo certo, a limpeza inadequada do filtro e quantidade de TPA’s (Troca Parcial de Água) insuficiente.

Embora atribuído apenas excesso de luz, o aparecimento de algas na maioria das vezes pode ser ocasionado por uma combinação de muita matéria orgânica com uma iluminação excessiva. Ou seja, o aparecimento das algas significa que a qualidade da água está inferior ao que deveria, e que temos um desequilíbrio na biologia do nosso aquário.

Mas o que devo fazer?

Faça todos os testes! Verifique e ajuste todos os parâmetros, pois as algas se alimentam de nitrato e fosfato, e o alto índice dessas substâncias somados à iluminação excessiva propiciam um ambiente ideal para a superprodução desses organismos que se reproduzem de forma assexuada por divisão binária.

Faça TPA’s de 20 a 30% semanais, sifonando os resíduos e detritos depositados no fundo do aquário. Em alguns casos extremos, recomenda-se que as TPA’s sejam realizadas em períodos ainda mais curtos. Para aquários plantados a indicação é realizar apenas as TPA’s, pois a sifonagem pode ocasionar o desprendimento das plantas que compõem a sua flora. É necessário aguardar o período de aproximadamente uma hora após a conclusão da TPA e sifonagem – quando essa for necessária – para a troca do refil do filtro.

Ao limpar o vidro lembre-se que algumas algas verdes são altamente contagiosas. Isso significa que, no caso de uma infestação, basta apenas repetir a mesma esponja nas limpezas posteriores para que as algas reapareçam. Procure utilizar uma esponja nova para cada limpeza, podendo inclusive ser uma esponja comum de louça – lembrando de usar somente o lado amarelo, mais macio.

Dose melhor a alimentação; não é porque não sobra que você não está alimentando demais. Verifique sempre a indicação e dimensionamento adequados da ração para as espécies que povoam o aquário, pois atualmente o mercado oferece marcas de excelente qualidade e alto rendimento nutricional a preços acessíveis. Rações boas não esfarelam e são mais facilmente ingeridas pelos peixes, evitando desperdícios e acúmulo de matéria orgânica no fundo do aquário. Além disso, algumas marcas podem apresentar durabilidade de cinco a seis meses, portanto invista em alimentos de qualidade.

Aumente a circulação de água através da regulagem ou troca do filtro por outro de maior capacidade (L/H), pois pouca circulação favorece a proliferação das algas. A indicação é que a vazão do filtro seja de 4 a 10 vezes a litragem do aquário, melhorando o sistema de filtragem e garantindo uma melhor qualidade da água.

Uma alternativa muito utilizada por aquaristas para problemas com algas suspensas, ou água verde, é o famoso apagão. Essa técnica é realizada através da cobertura completa do aquário impedindo a passagem de luz por um período de três a quatro dias e, consequentemente, desfavorecendo a reprodução das algas. Pode ser utilizado até mesmo papelão para essa finalidade.

Na luta contra as algas temos alguns aliados naturais que podem ser utilizados respeitando o limite de população adequado do aquário. Os mais baratos e comuns são as molinésias, peixes pequenos que se alimentam naturalmente de algas; fique por 2 ou 3 dias sem alimentá-las e elas irão trabalhar como nunca!

Há também as espécies da família dos Loricariidae, peixes popularmente chamados de cascudos, que são ótimos comedores de algas. Fique atento, pois esses peixes têm o hábito de revolver o fundo do aquário, desprendendo as plantas e desarranjando os cascalhos; cascudos pequenos podem ser utilizados sem maiores problemas, mas monitore o crescimento deles para que não prejudiquem o limite da população do aquário.

Outro bom exterminador de algas são as chamadas ampulárias, caramujos que promovem a limpeza de superfícies onde possam se deslocar (pedras, vidro, plantas), além de conferirem um aspecto bem natural ao aquário. É bastante comum a criação de ampulárias para ornamentar aquários comunitários devido a sua estética exótica.

Existe ainda algumas espécies de camarões que se adaptam bem em aquários comunitários e que podem ser ótimos aliados no combate às algas entre pedras e plantas, além de agregarem valor estético. Os camarões são bastante sensíveis à qualidade da água (PH, GH e NH3), além de serem presas fáceis para peixes maiores, exigindo atenção e monitoramento constante.

É importante ressaltar que as alternativas apresentadas até aqui são naturais e de baixo impacto, visando a preservação da qualidade da água e sua biologia.

Para o uso de algicidas é sempre recomendado procurar um profissional qualificado para descobrir qual produto utilizar e quais as quantidades corretas, considerando sempre a indicação do fabricante. Algicidas em quantidades elevadas podem matar tanto plantas, quanto os peixes. Como estes produtos podem diminuir a oxigenação da água, é aconselhável adicionar um compressor com uma pedra porosa no aquário durante o período em que for ministrado o algicida.

E lembre-se, de nada adianta utilizar um algicida sem antes identificar a origem do problema e corrigi-lo como citado nesse post.

Texto adaptado de O Aquário de Água Doce sem Mistérios